
Imagem de Nossa Senhora do Rosário
BELO HORIZONTE – Após 10 meses de trabalho, a imagem de Nossa Senhora do Rosário está de volta ao acervo da Igreja Matriz de São Bento, no município de Itapecerica, no Centro-Oeste do Estado. É a 9ª das 11 imagens restauradas pelo Programa de Restauração de Acervos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG). Representando a paróquia, o padre Pedro Gondim Ferreira e a coordenadora da comissão de bens culturais da Igreja, Miralice Maria Moreira, receberam a obra no ateliê do Iepha/MG, em Belo Horizonte.
A peça, de madeira policromada, passou por procedimentos de revisão de estrutura, policromia e apresentação, além de remoção de intervenções inadequadas, com resgate de sua integridade física e estética. A gerente de Elementos Artísticos do Iepha/MG, Yukie Watanabe, destaca algumas particularidades da peça. “É uma imagem singela, mas de imensa beleza, mostrando traços clássicos que indicariam, inclusive, uma possível origem portuguesa. Vale observar também que ela demonstra grande antiguidade e esmero em detalhes, como uma camada de folha de prata”.
De volta à Itapecerica, a imagem de Nossa Senhora do Rosário será reapresentada aos fiéis em missas especiais. De acordo com o pároco, o momento deve ser de muita emoção, mas também de conscientização quanto ao valor da peça e do trabalho realizado, bem como sobre os cuidados recomendados pelo Iepha/MG na preservação do patrimônio sacro.
É oportunidade ainda para que a comunidade veja a imagem, que já na próxima semana ficará guardada em espaço reservado até que os trabalhos de restauração na Matriz estejam totalmente concluídos.
Restauração de Acervos
Durante todo o processo de restauração das onze imagens, que começou em janeiro, a população pôde acompanhar os trabalhos realizados no ateliê vitrine e no Blog Restauração Ateliê, onde, quinzenalmente, fotos e um pequeno texto explicativo eram postados para que as pessoas acompanhassem o passo a passo do trabalho.
As visitas começaram em meados de março, em grupos de até 10 pessoas. Profissionais e estudantes da área puderam visitar o trabalho e acompanhar de perto a recuperação das peças. Também participaram da visita grupos das próprias comunidades de origem das peças, que demonstraram enorme interesse e envolvimento, procurando notícias por telefone e email.
Fonte: Agência Minas




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